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22 set | 09

Mesada um instrumento prático de educação financeira para os filhos

Por Ricardo Pereira

cofre
Um dos grandes problemas que nós adultos enfrentamos é causado por não termos aprendido durante a infância a lidar com dinheiro. O que na verdade acontece  é exatamente o contrário, é nos dito que dinheiro é coisa ruim, quem não ouviu dos pais aquela velha frase: “Filho não mexe aí, dinheiro é sujo”.
Por isso não é de estranhar que hoje tenhamos uma grande parcela da população com dificuldades financeiras, podemos considerar nosso povo “analfabeto” quanto o assunto é dinheiro.

Atualmente os pais e  escolas começaram a buscar preparação para abordar o assunto educação financeira. Sem dúvida é um caminho que no futuro renderá ao país pessoas que conseguirão um futuro mais rico e independente.
Ao analisarmos alguns dados sobre nossa atual situação fica mais evidente o quanto precisamos colocar o assunto dinheiro na pauta: atualmente apenas 1% de nossos aposentados são independentes financeiramente, os demais 99% precisam continuar trabalhando, dependem de parentes ou da ação caridosa de amigos.

Acredite, você pode!

A realidade é cruel e reflete o despreparo que nossos pais e nós mesmos temos, mas que felizmente pode ser revertida, se a partir da leitura desse artigo você dedicar esforço em  busca de um próspero futuro.
Uma das dúvidas mais freqüentes para os país que pretendem levar para a casa o assunto educação financeira é a famosa “Mesada”.

Afinal de contas, mesada ajuda ou atrapalha?

Ela tanto pode ajudar se realizada através da participação ativa dos pais com orientação e carinho ou atrapalhar se não houver um preparo e a participação dos pais acompanhando e aconselhando os filhos.

Ao lidar com crianças a grande verdade é que os exemplos são sempre mais significativos que um simples bate papo, não adiantar falar em contenção de gastos se o pai chega todo mês em casa com aparelhos eletrônicos novos, ou a mãe com bolsa, sapatos ou roupas novas.

Só o exemplo arrasta, simples assim.

Qual o valor certo para a mesada?

Ao iniciar a criança com o instrumento da mesada, mais do que dar um certo valor à ela, delegue aos poucos a responsabilidade de saber onde e como gastar. Seu papel não será de decidir e sim de aconselhar.

Outro ponto importante é não condicionar o pagamento da mesada a atividades realizadas em casa, lembre-se você está lidando com um ser humano e  como um membro da família  independente da mesada é necessário ter responsabilidades pertinentes a idade.

Não puna tirando a mesada, a idéia da mesma é fazer com que a criança tenha responsabilidades e planeje um futuro melhor. Ao cortar a mesada todo um planejamento pode ir por água abaixo. Opte sempre por dialogar lembrando que o dinheiro não substitue o seu papel de pai e mãe, dinheiro não substitui  o amor.

Agora a pergunta que não quer calar: Quanto de dinheiro dou a meu filho?
Resposta: Não existe uma receita, estamos lidando com pessoas não com um bolo. O ideal é que o dinheiro seja suficiente para cobrir os gastos básicos  e responsabilidades da idade. Ao longo do tempo os gastos com colégio devem entrar nas despesas, a criança precisa visualizar o quanto os pais se esforçam para a ela ter um bom ensino.

Volto a lembrar não basta entregar o dinheiro, o fundamental é participar da vida das crianças com exemplos e boas atitudes. Converse com ela sobre o que ela vai querer no aniversário, precifique o presente e ajude-a a poupar algum valor da mesada para compra-lo, mostre o quanto é importante poupar, esse sem dúvida é um ato de amor.

Workshop e Promoção!

Para ajudar os pais nessa arte de ensinar a conversar sobre dinheiro, o Dinheirama e o consultor financeiro Leandro Martins realizarão no próximo dia 14 de outubro o I Work Shop Planejamento, Educação Financeira e investimentos para alcançar a independência financeira.

O evento ocorrerá no Hotel Golden Tulip Park Plaza em São Paulo, com inicio as 19 horas.

Os leitores do Blog e Clientes da Tecnisa ao efetuar a inscrição possuem 5% de desconto. E para completar, iremos conceder duas cortesias (isenção de pagamento para o curso) para quem deixar o melhor comentário nesse artigo dizendo como a sua família lida com a mesada.

Serão considerados os comentários enviados até o próximo dia 30/09/2009 e a escolha será feita pelo autor deste artigo.

Maiores informações sobre o workshop no e-mail contato@dinheirama.com ou pelo telefone (11) 9588-5826.

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Ricardo Pereira

Ricardo Pereira

Educador Financeiro, é sócio do Blog Dinheirama http://www.dinheirama.com.

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  • Enviado por Carolina Stecca

    Em 22 de setembro de 2009

    Realmente a forma como lidamos com dinheiro é uma reflexão do que nos foi passado na infância. Eu, por exemplo, sou extremamente organizada com minhas finanças porque sempre recebi uma certa quantia na mesada que tinha que dar para o mês todo. Mas às vezes o dinheiro era condicionado à atitudes e isso fez com que eu não conseguisse controlar muito bem meu dinheir

  • Enviado por Bruno

    Em 22 de setembro de 2009

    Sempre dou algumas moedas para minha filha de três anos colocar no cofrinho dela. Às vezes, para ela entender como funciona a relação de compra, brinco de vender os brinquedos dela em troca de moedas. Assim, uma boneca vale duas moedas, uma canetinha vale uma e assim por diante. Depois devolvemos todas as moedas no cofre. Dia desses, quando as moedas dela estavam acabando depois de ter “comprado” inúmeros brinquedos, ela resolveu questionar: “mas eu vou precisar de tanta coisa?”. Foi aí que ela percebeu que, para ter as moedas de volta, teria que “vender” algumas das coisas que havia comprado. É um primeiro passo na educação financeira dela.

  • Enviado por ana virginia

    Em 22 de setembro de 2009

    Fui criada com PAI + Mae + irmãos + respeito + carinho + ética + responsabilidade. A mesada sempre foi a consequência dos nossos limites e vontades! HOje, tão raro entre nossas crianças e adolescentes!

  • Enviado por Rafael - Terra dos Imóveis

    Em 22 de setembro de 2009

    Oi Virgínia…concordo com o que você disse. Do jeito que a sociedade caminha o materialismo é o que impera.
    Um abraço,

    Rafael – Terra dos Imóveis
    rafael@terradosimoveis.com.br

  • Enviado por Ricardo

    Em 23 de setembro de 2009

    Creio que a mesada é um dos princípios da educação financeira. Mas, na época, vivendo durante a inflação, a mesada era depositada na poupança ou era necessário gastar logo pois no outro dia estava mais caro.
    Porém, fica a questão: Quanto dar na mão da criança? para ela comprar gibis,figurinhas,lanche,brinquedos? O que é obrigação dos responsáveis perante a compra de itens?
    Algumas coisas eu ganhava, sabendo que nem sempre poderia comprar.Mas,hoje,caso tivesse filhos, educaria dando entre 1 a 5 reais por semana x a idade dela, assim não ficaria tentado a gastar tudo.

  1. *

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