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26 jan

Pequenos detalhes, grandes oportunidades

26 de janeiro de 2012

Ricardo Pereira

Existem muitas pessoas que me procuram com uma série de dúvidas, buscando uma forma de colocar em ordem sua situação financeira. Muitos recebem grandes salários, mas ao mesmo tempo são grandes gastadores e quase não investem ou pensam nos dias que têm pela frente. Assim, acabam desperdiçando a chance de construir um futuro mais rico e feliz. Por que? Será que é difícil?

É obvio que felicidade não se constrói exatamente pelo poder aquisitivo, mas não podemos fechar aos olhos aos problemas por ventura causados pela falta de um bom patrimônio, especialmente se pensarmos na velhice. Todos querem progredir na vida, o que jamais pode deixar de ser um sonho. Mas o que fazer, hoje, para alcançar este objetivo o mais rapidamente possível?

De olho nas oportunidades

Cortar despesas é a melhor forma para acumular patrimônio. Ao cortar gastos, podemos poupar e adiar o consumo a fim de propiciar um futuro melhor. Poupar hoje pode ter um significado doloroso – afinal nunca é fácil abrir mão do agora, do consumo – mas a chance de aproveitar um futuro melhor e ter mais dinheiro pode fazer a diferença. Pense nisso.

Quanto e como investir?

Antes de começar sua fase de acumulo de capital e patrimônio, o importante não é quanto e como, mas sim a criação e manutenção de uma cultura poupadora. O melhor momento é o agora e poupar precisa se transformar em um hábito. A idéia central é a de que um investimento trabalhará sempre a seu favor, certo?

Se não sobra dinheiro para poupar e investir – ou se, na melhor das hipóteses, sua receita empata com as despesas – preste atenção, pois suas finanças pessoais estão com sérios problemas. É hora de investir em educação financeira.

Faça seu próprio café da manhã

Se você está acostumado a comprar um pingado ou cafezinho preto e um pão na chapa na padaria da esquina do serviço, melhor fazer as contas. No final do mês, somando cada R$ 3,00 que você gasta por dia, são R$ 60,00!!

Leve comida de casa ou encontre uma refeição mais barata

Já calculou o quanto você gasta com refeições mensalmente, no trabalho ou na escola? É um valor considerável. Comece a preparar e levar sua própria comida. Além de ser mais barato, você pode aproveitar para melhorar sua alimentação escolhendo o que vai comer, ao invés de ficar sempre naquele arroz e feijão dos restaurantes.

Se não tiver jeito, então ache uma refeição mais em conta, um restaurante não tão caro, divida a bebida com um amigo. Multiplicando a economia por 20 (número médio de dias trabalhados no mês) você terá economizado uma boa grana.

Some todas as suas despesas com lazer e diversão

Quando você olha para cada gasto separadamente, ele provavelmente parece pequeno, não passando dos R$ 15. Vá somando todos eles e você verá como está gastando bastante. Junte o preço da TV a cabo, internet, cinema, shows, etc e veja o que acontece. Talvez seja hora de repensar seus gastos. Diversão é importante – ninguém pode ou deve viver sem – mas seja inteligente e controle melhor seu orçamento. Saiba aproveitar sempre as melhores oportunidades.

Compre em promoções

Aproveite as promoções! Se o produto que você quer está mais caro do que o normal, não esquente e deixe de comprá-lo. Pelo menos por enquanto. Tenho certeza de que logo ele aparecerá com desconto. Enquanto isso compre o que estiver mais em conta. Você não vai morrer por causa disso!

Ah, claro, não compre o produto só porque ele está em promoção. Compre só aquilo que realmente precisar, de preferência em boas promoções.

Uma boa opção para organizar seus gastos é utilizar envelopes. Separe, no inicio do mês, o que irá gastar para cada despesa e coloque os montantes em seus respectivos envelopes. O que sobrar no fim do mês será um excedente para seu investimento, que já deve estar separado também. É simples e ajuda a evitar a perigosa contabilidade mental.

São sempre as dicas mais simples as que facilitam o “esforço” momentâneo capaz de garantir um futuro próspero. Para quem ainda duvida da força que pequenos atos como estes podem significar no aumento do patrimônio pessoal, façam o teste. Disciplina é a chave, sucesso financeiro o resultado. Até a próxima.

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18 jan

Gerente de banco: mocinho ou vilão?

18 de janeiro de 2012

Ricardo Pereira

Poucos dias atrás, conversando informalmente com uma amiga, de vida até certo ponto estruturada, renda alta e com certo planejamento financeiro, decidi questioná-la sobre sua maneira de lidar com investimentos. A resposta foi rápida e com ar de muita confiança:“Não me envolvo com os investimentos. Minha gerente do banco resolve tudo para mim”. Que? Como assim?

Na hora, preferi não dar sequência na conversa, mas imediatamente surgiu em minha mente a seguinte questão: Será o gerente do banco capaz de resolver todos os problemas de quem abre mão de acompanhar de perto a gestão de sua vida financeira?

Gerente, vendedor ou consultor?

Muitos que, como minha amiga, delegam plenos poderes ao gerente de sua conta confundem a verdadeira função desse profissional. O gerente do banco não é um consultor financeiro pessoal, mas sim um profissional com grande conhecimento de “como”, mas sem muito interesse pelo “por que”.

Em outras palavras, eles vendem bem o produto do banco, mas nem sempre se preocupam sobre sua adequação à sua situação financeira. Ao não perceber essa diferença, corre-se o risco de assinar e participar de péssimos negócios.

Quase todas as recomendações do gerente atendem aos interesses do banco. Afinal, ele é um vendedor e, como tal, trabalha e é recompensado a partir de metas a serem alcançadas.

Quer um exemplo básico do quanto os interesses do banco estão sempre em primeiro lugar? Que tal os constantes apelos feitos para que compremos os tão conhecidos títulos de capitalização?

Teste bem o seu gerente

Acredito, claro, que existam profissionais que fujam à regra, que aconselhem e apresentem boas sugestões aos seus clientes. No entanto, tais exemplos são mais raros. Repare na situação abaixo, que passa despercebida aos olhos de muitas pessoas:

Os juros aplicados sobre a utilização do cheque especial são muito altos. O consultor financeiro, compromissado com seu cliente, certamente recomenda outros meios de obtenção de crédito, com juros menores. O gerente do banco, quase sempre, se cala.

Os gerentes bancários são bons no relacionamento, mas pecam por mantê-lo superficial demais.
Já conversei, por diversas vezes, com gerentes que não sabiam explicar os tipos de fundos e produtos de acordo com perfis diferenciados de clientes. Conhecem o produto, mas ignoram o universo trazido à tona pelos clientes.

Ao confundir o trabalho do gerente com o do consultor, você corre o risco de investir seu capital em um fundo conservador demais (e com alta taxa de administração), já que a maioria dos profissionais do banco preferem usar a caderneta de poupança como benchmark. Vencer a poupança não é nenhum mérito, portanto preste bastante atenção quando for negociar seu futuro financeiro.

Tarifas, um negócio à parte.

Os bancos brasileiros faturam horrores com as mais variadas tarifas e serviços. Muitas vezes, eles escondem tarifas em seus serviços, que somente serão notados bem mais tarde, quando já é tarde demais. Com o objetivo de coibir essa ação, surge o CET – Custo Efetivo Total. Será que vai funcionar? Já vi que muitas tarifas estão sendo reajustadas antes da medida entrar em vigor. Enfim.

Um gordo saldo em sua conta e uma boa dose de pró-atividade podem facilitar sua relação com as tarifas. Se você não se mostrar presente no dia-a-dia de suas finanças, não adianta esperar nenhum tipo de ação do banco para facilitar sua vida.

Aliás, só há um verdadeiro vilão das finanças: o descaso e a falta do comprometimento pessoal, da vontade de investigar e discutir amplamente as possibilidades que uma economia estabilizada (mais ajustada) propicia. A culpa é sua. Minha. Nossa. Valeu o debate? Até a próxima.

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17 jan

Casa de férias

17 de janeiro de 2012

Chris Campos

Férias = viagem. Consenso geral.
Poucas vezes evitamos o pensamento de dias de folga acompanhado de imagens de praias, cidades nunca antes visitadas, lugares exóticos ou uma cabana nas montanhas.

Férias = casa.

Para quem conhece o valor de uma tarde inteira esparramada no sofá com o livro favorito nas mãos. Sabe que o banheiro pode se transformar no melhor spa do mundo com aditivos simples e eficazes: um bom pacote de sais de banho, um ramo de eucaliptos pendurado no chuveiro, cremes relaxantes… Férias em casa também é sinônimo de acordar tarde todo dia, tomar café na cama preguiçosamente e assistir todos os filmes adiados na correria do ano inteiro. Sessões que têm hora para começar e nunca para terminar. Casa de férias é ainda o lugar perfeito para organizar as ideias, planejar os próximos passos enquanto arruma as flores frescas no vaso – compradas na feira do bairro que você gosta tanto, mas tem tão pouco tempo para frequentar… Em dias especialmente festivos, a casa de férias permite abusos: convidar amigos para um encontro no meio da semana, regado a drinks incríveis ou reservar uma tarde inteira na cozinha com as crianças que você mais gosta – para assar biscoitos, fazer bolo e tomar chá da tarde como se estivesse brincando de casinha. E tem ainda os momentos românticos na casa de férias. O melhor lugar do mundo para preparar jantares especiais ao lado do seu amor, tomar vinho na cama e acordar sem pressa, de preferência com muitos beijos. Nada contra viagens, mas a sua casa também pode ser um ótimo refúgio para maravilhosos dias de folga sem culpa.

Feliz estreia em 2012 e que a sua casa seja um lugar cada vez melhor de viver!

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16 jan

O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo

16 de janeiro de 2012

Ricardo Pereira

O ano de 2011 se encerrou com a notícia de que o Brasil alcançou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, conforme matéria publicada pelo jornal “The Guardian”. Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com entusiasmo por parte do governo e com algumas críticas por boa parte da sociedade – que nos fez lembrar que ainda possuímos graves problemas em diversas áreas como educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico, entre outras.

O Brasil mudou e mudará ainda mais em 20 anos

O ministro Guido Mantega foi rapidamente a público afirmar que o Brasil levará pelo menos 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida europeu. Isso, é claro, se mantivermos o mesmo nível de crescimento atual.

Confesso que tenho uma opinião extremamente prática sobre o assunto: os números de crescimento da economia brasileira nos últimos 20 anos são suficientes para acreditar que, sim, avançamos consideravelmente nas questões econômicas. Mas, sim, poderíamos estar em patamares melhores. Ok, dentro de um contexto de crise que se arrasta por boa parte do mundo, conseguimos evoluir e apresentar a boa parte da população condições necessárias para acreditar no país.

A verdade é que concordo com aqueles que mostram o noticiário recheado de milhares de pessoas que são vítimas do mau atendimento público e se desesperam esperando atendimento no SUS; notícias de muitos brasileiros ainda desamparados pelo Estado, muitas vezes passando fome, também chamam minha atenção. Mas, se olharmos o Brasil de vinte anos atrás, é nítida a diferença: o desenvolvimento de nosso país tornou muita coisa possível.

E não é difícil descobrir qual é o grande e grave problema do Brasil: a corrupção. Dados preliminares apontam que, só em 2011, houve indícios de desvios que somam R$ 1,1 bilhão, em cinco ministérios investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).

Para manter o exercício do tempo, imagine o transcorrer dos últimos 20 anos. Quanto de dinheiro público seguiu o caminho da corrupção em detrimento das reais necessidades do país? Pense adiante: mantendo o mesmo padrão nos próximos 20 anos, quanto ainda será desviado se continuarmos tolerando essas práticas?

O desenvolvimento da sociedade

Está mais do que claro que para chegarmos a níveis europeus de crescimento, a população brasileira precisa também crescer como sociedade organizada – isso para que tenhamos atitudes que nos dêem o direito de cobrar os governantes. Chega de ser o “país do jeitinho” ou da imagem malandra, de querer levar vantagem em tudo. Precisamos avançar.

Cabe lembrar que apesar do tamanho da economia – e da notícia de que ultrapassamos o Reino Unido –, a comparação do PIB per capita de nosso país e dos países europeus dá a dimensão do desafio que temos pela frente. O Reino Unido ocupa a 20ª posição, com US$ 32 mil de renda per capita, enquanto o Brasil está em 70º lugar, com renda anual de US$ 13 mil.

Se já crescemos, agora precisamos nos desenvolver, melhorar a renda da população e avançar com projetos sociais que garantam mais do que uma simples bolsa no final do mês. É preciso garantir que tenhamos uma nação composta por verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres claros e amparados pelo Estado de uma forma inteligente e sustentável.

O Brasil avançou muito e encarou a crise de forma inteligente. Somos a sexta economia do mundo. O ano de 2011 terminou com excelentes notícias, mas também com desafios ainda maiores se considerarmos o potencial e a oportunidade que temos nas mãos. Torço para que 2012 seja um ano convincente no sentido de colocar o Brasil como uma realidade, não como uma aposta.

Até a próxima.

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11 jan

Parece, mas não é

11 de janeiro de 2012

Chris Campos

Ando achando graça em tudo o que parece, mas, descaradamente, não é no universo dos objetos decorativos e gadgets para cozinhas, principalmente. Dando uma “voltinha” pelas lojas virtuais, encontra-se muita coisa divertida para decorar e dar à casa uma pitada extra de humor. E é aí que está a diversão: encontrar peças inspiradas em outras, mas muito diferentes. Exemplos? Copos americanos, criados originalmente na versão vidro, mas que são encontrados no mesmo formato em plástico mesclado, como os vendidos na Serramar.

E que tal uma garrafa de vinho que, na real, é uma vela? Na divertida Fred & Friends tem. Ou travessas descartáveis idênticas às originais de inox? Em lojas de artigos para festas, como a Matsumoto (http://www.lojasmatsumoto.com.br/), você encontra modelos para comemorações variadas. Tem ainda copo de cerâmica que lembra os copinhos de papel encerado das festas da nossa infância e suporte para garrafas de vinho em formato de corrente – esses dois últimos, da MO.D.

E se a intenção é variar no cardápio, por que não investir em uma luminária em formato de garrafa, como a que figura na vitrine virtual da Anthopologie? No fundo, no fundo, quando compramos algo com apelo assim… tão bem-humorado, quase uma pegadinha, levamos para casa um pouco de descompromisso, de brincadeira fora de hora. Boas desculpas para não se levar tanto à sério dentro dos próprios domínios.

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