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31 ago

No que vale a pena investir na decoração da primeira casa?

31 de agosto de 2010

Chris Campos

no que vale a pena investir na primeira casa

Na hora de equipar a primeira casa, surge a dúvida: no que vale a pena investir? Sou a favor dos poucos e bons, o resto vem com o tempo, sabe como? E no setor dos básicos, começo sempre a escolha pelo quarto de dormir – onde passamos a maior parte do tempo em casa. Uma cama grande, macia e bem fornida com lençóis decentes é o primeiro passo para o sucesso de uma decoração bem-planejada e que, essencialmente, gere conforto ao morador. Parece óbvio, mas muita gente ainda acha que é bobagem investir em um bom colchão ou em uma cama do tamanho dos seus sonhos.

Apostar em uma iluminação acolhedora é outra boa escolha para estreantes em um novo lar. Luminárias de chão ou de mesa garantem logo de cara um cenário propício para o relaxamento e prazer que se espera para uma casa de verdade. Escolha modelos que sobrevivam às variadas tendências do mercado de decoração: luminárias de linhas mais clean, feitas com bons materiais que resistirão a muitas estações.

No quesito eletrodomésticos, fogão e geladeira são essenciais. E o meu conselho é optar logo por modelos maiores e de marcas conceituadas. Hoje em dia, os eletrodomésticos já duram bem menos do que no passado e, se você economizar nessa hora, corre o risco de ter de repor as peças em dois ou três anos – o que, definitivamente, não é das escolhas mais acertadas…

Um bom tapete, cortinas de tecidos bacanas e uma tevê compatível com o espaço da sua sala também entram na lista das boas escolhas iniciais. Resista, por favor, à tentação de comprar uma tevê gigante se não há recuo suficiente entre o sofá e a tela.

Casa nova também pede lustres no teto. Nada de deixar lâmpadas penduradas, ok? Escolher modelos mais discretos e baratos é uma boa opção, para que sobrem mais recursos para comprar outras peças fundamentais e que pedem qualidade, caso dos sofás e poltronas. Por fim, para um começo promissor em um novo endereço, escolha um bom chuveiro, desses que nos proporcionam um merecido descanso da batalha do dia-a-dia. O resto, vem com o tempo. Objetos do seu apreço, uma cadeira com design especial, a estante dos seus sonhos, os eletrodomésticos de apoio… Para começar com o pé direito, lembre-se: peças de boa qualidade e que tragam, principalmente, conforto para o seu lar-doce-lar.

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30 ago

Justiça de SP estabelece entendimentos sobre desistência de contratos

30 de agosto de 2010

Rodrigo Duarte

O Tribunal de Justiça de São Paulo editou recentemente duas súmulas que estabelecem um entendimento sobre questões relativas à desistência do compromisso de compra e venda, documento que vendedores e compradores assinam e que vigora até que o contrato de financiamento ou a escritura definitiva sejam consumados – é o chamado “contrato de gaveta”, que serve de documento lega até a transferência da posse.

Segundo Luiz Augusto Haddad Figueiredo, sócio de Tavares, Haddad e Vanetti Advogados Associados, as súmulas representam a consolidação de entendimento manifestado repetitivamente pelo tribunal. Ele detalha a importância de cada uma:

Súmula 1
O compromissário comprador de imóvel, mesmo inadimplente, pode pedir a rescisão do contrato e reaver as quantias pagas, admitida a compensação com gastos próprios de administração e propaganda feitos pelo compromissário vendedor, assim como com o valor que se arbitrar pelo tempo de ocupação do bem.

Este entendimento, de certo modo, pode fragilizar a força irretratável e irrevogável que se costuma imprimir aos compromissos de compra e venda, desestimulando a exigência de sua execução forçada, uma vez que ao comprador estaria assegurado o direito de pedir a rescisão do compromisso ainda quando inadimplente.

Por outro lado, quando em razão da precária situação patrimonial do comprador não há como exigir o cumprimento do contrato, a sua rescisão e a retomada do imóvel poderão representar a solução menos prejudicial ao vendedor.

A referida súmula, ainda na hipótese de rescisão por inadimplemento do comprador, pacifica a possibilidade de retenção de parte dos valores pagos pelo comprador, a título de compensação pelos prejuízos suportados pelo vendedor (gastos de administração e propaganda e tempo de ocupação).

Embora o enunciado não aponte um percentual máximo de desconto (o que tem sido fixado em torno de 20%), o entendimento afasta, ao mesmo tempo, a possibilidade de restituição e de perda total das parcelas pagas.

Súmula 2
A devolução das quantias pagas em contrato de compromisso de compra e venda de imóvel deve ser feita de uma só vez, não se sujeitando à forma de parcelamento prevista para a aquisição.

Conquanto este entendimento já esteja bem disseminado entre os magistrados, a súmula busca colocar um ponto final na discussão sobre a forma de devolução das parcelas pagas em compromisso de compra e venda de imóvel. O momento de devolução será o mesmo do distrato ou da rescisão.

Ressalvada a necessidade de se refletir mais detidamente sobre o conteúdo das súmulas, a iniciativa de uniformizar o entendimento do Poder Judiciário deve ser aplaudida.

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26 ago

Financiamento para a compra da casa própria cresce 77% no primeiro semestre

26 de agosto de 2010

Rodrigo Duarte

O financiamento imobiliário com recursos das cadernetas de poupança atingiu no 1º semestre de 2010 o melhor resultado da história: no período, foram concedidos empréstimos de R$ 23,8 bilhões, 77% mais do que no 1º semestre do ano passado. Foram financiadas 187,6 mil unidades, 51,5% acima do resultado do primeiro semestre de 2009. O número de unidades financiadas subiu de 123,9 mil, nos primeiros seis meses de 2009, para 187,6 mil, de janeiro a junho deste ano, um crescimento de 51,5%.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). As projeções da entidade para este ano apontam para o financiamento de 450 mil unidades, no montante de R$ 57 bilhões – nos últimos 12 meses, até junho, as operações atingiram R$ 44,4 bilhões. Também foi muito favorável o comportamento das cadernetas de poupança, com captação líquida de R$ 3,6 bilhões, em junho, e de R$ 8,8 bilhões, entre janeiro e junho de 2010.

Apenas em junho deste ano, os financiamentos somaram R$ 5,27 bilhões, montante 78% superior ao resultado de igual mês de 2009 (R$ 2,96 bilhões) e 24% acima das contratações de maio de 2010 (R$ 4,25 bilhões).

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25 ago

As plantas e o clima

25 de agosto de 2010

Thaís Lauton

As-plantas-e-o-clima

Identificar a planta certa para o clima da região em que você vive parece sempre complicado. Se há dúvidas com relação a isso, o aconselhável é saber mais sobre a espécie. Garanto que hoje é muito comum encontrar plantas exóticas por todos os lados do planeta. O nome ‘exótica’ denomina as variedades que não são nativas da região onde estão plantadas, mas mesmo assim suportaram as mudanças climáticas e de solo do novo hábitat.

Pelas variações mais amenas de clima, a região sudeste ainda é a mais preparada para o desenvolvimento de espécies exóticas. Alguns arbustos como camélias, magnólias, gardênias e ericas-japonesas (1), que floresceriam normalmente no hemisfério norte durante a primavera e o verão, acabam dando flores fora de época aqui no Brasil, neste caso agora no inverno. A megakepasma (2), um arbusto nativo da Venezuela, encontrou clima parecido no norte do nosso país, mas já é possível encontrá-la linda no Estado de São Paulo. 

Do Japão veio a glicínia (3), uma trepadeira que dá cachos de flor azul-violeta e se desenvolve muito bem no sul do país. Para a mesma região, o agapanto (4) também é apropriado, embora seja proveniente da África do Sul. Subindo no mapa e chegando ao nordeste, você pode optar pela arbustiva ixora (5), que dá flores o ano todo, mas é originária da Malásia. Mapear as plantas que se adaptam ao país, de norte a sul, não é simples. A melhor maneira ainda é consultar alguém que comercialize variedades onde você mora. Suspeite se tiver muita dificuldade em encontrar o exemplar que procura. Talvez este seja o sinal de que não se adaptará à região. Nas imagens, as plantas numeradas citadas acima.
A jornalista Thaís Lauton é autora do blog Cheiro de Mato, da revista Casa e Jardim.

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24 ago

Brasileiros vivendo mais e com mais dinheiro

24 de agosto de 2010

Ricardo Pereira

Apesar de não haver consenso, parece claro que todos querem viver muito. Mas, diante das mudanças ocorridas na sociedade, parece-me que mais importante do que viver muito é viver bem, com qualidade de vida e saúde. A pesquisa anual do IBGE em 2009 sobre mortalidade e expectativa de vida mostrou que os brasileiros tiveram aumentada sua expectativa de vida. Em uma década, ela passou de 69 para 72 anos.

Trata-se de um claro sinal de melhora em muitos aspectos, com avanços consideráveis nas áreas sociais, econômicas e médicas – principalmente na última década. Se por um lado a noticia é animadora, por outro nos leva a uma reflexão indispensável: do ponto de vista financeiro, como os brasileiros estão se preparando para viver mais? Ou não estão?

Sem pensar muito, respondo que infelizmente não, não estão. A grande e esmagadora maioria não parece nem ao menos disposta a entrar nessa discussão. Um número grande de cidadãos parece contente com a expectativa de “subsistir” à base de uma Previdência que, hoje em dia, já é deficitária e insuficiente para garantir a vida com qualidade. Poucos têm disciplina para, desde já, dedicar parte de seus investimentos para o longo prazo.

Já falamos anteriormente de pesquisas que apontam que apenas 1% dos aposentados vivem de forma plena, sem ter que continuar trabalhando ou depender da caridade de amigos ou parentes.

Planejamento: a arma de sempre

Eu penso em conquistar a aposentadoria todos os dias, economizando e, principalmente, planejando o meu futuro e aonde quero chegar. Ai encontro outro engano comum: considerar a aposentadoria como uma época de baixa produtividade, onde o dia consiste em permanecer no sofá assistindo TV. Se esse for seu ideal de aposentadoria, melhor rever seus conceitos.

Vivendo mais, o aposentado pode e deve compensar o período de muito trabalho com viagens, dedicação a projetos pessoais, atividades sociais, a cultivar um hobby, doar mais tempo aos netos e pessoas queridas da família, a colaborar com a sociedade etc. O aposentado financeiramente independente faz só o que gosta, mas está longe de estar parado.

Qualidade de vida e poder de escolha

E para que as atividades acima sejam concretizadas, (guardar) dinheiro é fundamental. É claro, se você for uma pessoa de muita sorte, pode passar a vida toda arriscando a aposentadoria e não ver muitas diferenças. Mas a probabilidade de isso acontecer é pequena, bem pequena. Sorte é importante, mas prefiro usá-la de maneira diferente, através de meu esforço próprio e não na base da loteria. Prefiro “correr atrás dela” a esperar que ela venha em um “bilhete” premiado.

Seja mais agressivo em torno de seus pensamentos sobre o futuro. Ele chega. Por mais que tenhamos mais tempo para viver, não podemos deixar para amanhã ou depois as atitudes que precisamos tomar agora. Faça, atualize seu orçamento financeiro e cumpra-o. Chega da promessa antiga de que a partir de segunda-feira você iniciará seu controle. É hora de agir!

Quando você vai querer se aposentar?

No meu caso, a partir dos 55 anos quero trabalhar apenas por prazer! Ufa, felizmente posso falar que já trabalho por prazer. Mas, a partir dos 55 anos quero fazer exclusivamente o que minha vida de aposentado permitir. Isso porque hoje o trabalho ainda consome grande parte do meu tempo; quando me aposentar, a diversão virá em primeiro lugar, coisa que apenas a independência financeira poderá me propiciar.

Não tenha medo do futuro

Viver intensamente os próximos anos é a melhor garantia de que estarei bem quando me aposentar. Nas próximas décadas, a expectativa de vida aumentará ainda mais – ela ainda é baixa se comparada a muitos países desenvolvidos ou em desenvolvimento com características semelhantes.

Estarei tranqüilo e não viverei na expectativa e luta por aumentos irrisórios (e que não virão) na Previdência Oficial. Tive a chance de valorizar e implementar a educação financeira em minha vida, e tudo se modificou. A nova geração, público predominante deste blog, tem a chance de transformar também sua vida. Absorva, coloque em prática e compartilhe esse conhecimento. E tenha uma vida longa e rica. Sucesso!

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Sobre o blog Tecnisa

Blog Tecnisa é o primeiro blog corporativo do Mercado Imobiliário. Ele é mantido pela construtora Tecnisa como meio de comunicação e relacionamento com seus stakeholders.

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