Para SindusCon-SP, “Boom” imobiliário ainda está por vir.
Embora a construção civil esteja hoje em plena expansão, ainda não se pode dizer que o mercado vive um ”boom” imobiliário, já que os créditos gerados por ele correspondem a apenas 2% do PIB. A afirmação foi feita por João Claudio Robusti, presidente do SindusCon-SP: “não estamos nem próximos de um “boom”. Temos muito a avançar. Para se ter uma idéia, no Chile, o financiamento de imóveis corresponde a 17% do PIB; no México, 11%; na Espanha chega a 50% e, nos Estados Unidos, a 69% do PIB.”
Além disso, o presidente do SindusCon-SP afirmou que, na hipótese de o PIB brasileiro crescer 4,5% em 2007, o PIB da cadeia da construção deverá crescer 7,9%. Para tanto, Robusti considera que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo, deverão estar em andamento a partir do ano que vem.
Segundo Robusti, em anos anteriores o cenário chegou a ser o pior possível. “Estávamos no fundo do poço; agora, entretanto, os empresários sentem melhoras e estão encarando com otimismo o futuro próximo.” Como reflexo disso, Robusti citou o forte crescimento do nível de emprego no setor no primeiro semestre, um aumento de mais de 7% no ano.
Em sua opinião, o momento também não deixa espaço para aumentos de preços. “Temos de trabalhar a produtividade da mão-de-obra e ampliar a produção de insumos, para que o aumento da atividade da cadeia não justifique a elevação de preços dos materiais” disse. Para ele, os fornecedores já percebe essa necessidade. “Uma grande cimenteira anunciou que tem R$ 1 bilhão para ampliar a produção e manter os preços”, lembrou.
Como principais desafios a serem enfrentados pelo setor, Robusti elencou a elevada carga tributária; a alta taxa de informalidade da mão-de-obra na construção e suas baixas qualificação e produtividade; o déficit habitacional, que exige subsídios para as famílias de baixa renda; o excesso de burocracia; os custos dos encargos com a mão de obra e a morosidade da Justiça.
Carlos Alberto Julio Junior
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