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02 ago | 07

Em SP, venda de imóveis cresce 2,69%

Por Carlos Alberto Julio Junior

O mercado de imóveis usados se aquece cada vez mais na cidade de São Paulo. Depois de haver crescido 1,82% em abril, as vendas de casas e apartamentos aumentaram 2,69% em maio, segundo dados do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci). A média estadual paulista ficou em 0,89% – segundo a entidade, a principal razão para o aquecimento no setor é a estabilidade econômica do País.

Questionando 1.399 imobiliárias em 37 municípios, os resultados mostram um desempenho negativo apenas na área do Grande ABCD, com queda de vendas de 1,66% no período. Na Capital, o índice cresceu 2,69%; no Litoral, 1,08% e no Interior, 0,92%.

A faixa de preços de imóveis escolhida pela maioria dos compradores da Capital e do Grande ABCD ficou entre R$ 61 e R$ 80 mil, representando 17,45% e 19,89% respectivamente dos negócios nestas regiões. Nas outras duas regiões, entretanto, os imóveis mais vendidos custaram entre R$ 41 e R$ 60 mil, somando 21,93% no Interior e 25,67% no Litoral.

Outros dados confirmam a continuidade da tendência de alta do setor. De acordo com o último indicador Vendas Sobre Ofertas (VSO) da capital paulista, divulgado pelo Secovi, o desempenho foi de 15,2%, resultado comparável somente a março de 1998, quando o índice atingiu 15,5%.

No mês de junho, foram comercializadas 3.108 unidades, índice 22,9% superior ao registrado no mesmo mês em 2005 e 20,2% superior ao registrado em maio deste ano. Em termos monetários, foi comercializado R$1,08 bilhão, volume 43,9% superior ao negociado em maio e 28,8% superior ao VGV de vendas obtido em junho de 2005.

Aluguel em baixa – Entretanto, enquanto as vendas reagem, a pesquisa do Creci apontou a segunda queda consecutiva no segmento de locação de imóveis em todo o Estado. Em abril, o índice já havia ficado dois pontos percentuais abaixo do encontrado em março. E em maio, a redução foi de 0,68% em relação ao mês anterior.

De acordo com o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, a queda nas locações pode ser reflexo do momento positivo do próprio segmento de vendas. “As instituições financeiras estão disputando novos clientes de maneira mais acirrada, propiciando melhores condições de financiamento, com juros menores e prazos ampliados. Com isso, o consumidor se sente mais confortável em assumir as prestações de sua casa própria?, diz ele.

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