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29 jan | 11

Condomínios devem fazer manutenção dos para-raios

Por Rodrigo Duarte

O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Entre 2000 e 2009, foi registrado um aumento de 18%. Na região Sudeste, de acordo com o grupo, haverá significativo aumento, acima da média registrada nos últimos anos. Em São Paulo, em um único dia, foram registrados 7,6 mil raios.

A pior época do ano para a incidência dos raios é o Verão. Por isso, é fundamental que os edifícios tenham o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), comumente chamado de para-raios. Em São Paulo, a lei obriga que qualquer edifício com mais de um andar possua o equipamento, mas a recomendação é que todo tipo de residência possua um sistema de para-raios.

“A responsabilidade pela manutenção do para-raios é tarefa do síndico. Mas na hora de escolher o equipamento mais adequado e empresas confiáveis para a instalação o condomínio pode e deve contar com a ajuda da administradora”, explica Omar Anauate, diretor de condomínios da Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).

Em geral, todos os condomínios mais novos possuem o item. Contudo, é preciso zelar por sua manutenção. Quando o sistema de proteção é instalado, o condomínio deve receber uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que é emitida pelo engenheiro responsável. Além do projeto do sistema e um relatório técnico da instalação.

“O condomínio deve guardar esses documentos e a cada manutenção, realizada anualmente, a ART é renovada, garantindo o bom funcionamento do equipamento. É importante também contratar empresas com experiência no mercado, de preferência credenciadas pelo Corpo de Bombeiros. Os condôminos devem acompanhar se a manutenção está sendo bem realizada e com a periodicidade correta”, acrescenta Anauate.

No Brasil, a norma reguladora para os para-raios é a NBR 5419/01, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os condomínios devem estar atentos aos critérios e exigências da ABNT. Os prédios mais antigos, por exemplo, costumam ter cabos de aço de padrão inferior ao determinado nas normas atuais.

Além disso, é fundamental que todos os elementos metálicos da cobertura que podem funcionar como captação de eletricidade, como tampas de caixas d\’água, porta de metal, antenas de TV, grades de proteção, entre outros, sejam aterrados ao sistema de proteção.

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Rodrigo Duarte

Rodrigo Duarte é jornalista e colabora com o Blog Tecnisa desde 2007. Já cobriu setores como energia, construção e cidades, e atua com comunicação corporativa há sete anos. No blog, cobre questões relativas ao dia-a-dia do condomínio, bem como dicas de construção, decoração e design.

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