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29 jul | 06

Análise de crédito te deixa chateado? Que tal analisarmos esta questão? Você poderá mudar de opinião.

Por Jorge Alberto Gama

Não raramente ao ser informado que a sua aquisição parcelada terá que ser submetida ao crivo de uma análise de crédito, o cliente fica chateado. Deve imaginar que deverá passar por uma situação burocrática e desagradável.

A análise de crédito começa no preenchimento da Ficha Cadastral. Se preenchida plenamente e corretamente é favorável ao cliente. Este documento é confidencial e de uso restrito. Algumas cópias simples de documentos como R.G., C.P.F., Certidão de Casamento, se casado, comprovantes de renda e residência completam o que é solicitado ao cliente para que ele tenha seu crédito analisado.

De posse desse material, para falarmos com franqueza, será feita uma pesquisa junto às agências de informações comercias que retornarão possíveis apontamentos que o cliente possa ter.

Se você pensa que o serviço de análise de crédito resume-se a isso, então você deve mesmo achar que é uma chatice burocrática, mas vamos mostrar que o serviço é mais amplo e na verdade ele visa mais proteger o cliente do que a própria vendedora / construtora.

Falamos de apontamento, mas saiba que ter um desabono na praça não é sinônimo de uma sentença de crédito negado. Todos podem ter um momento difícil na vida e uma entrevista pode deixar claro que o problema havido já está sendo resolvido e que existem condições financeiras para assumir o compromisso do financiamento e de regularização das pendências apresentadas na análise.

Em situações mais críticas, muitas vezes a solução passa pela indicação de um fiador que apresente o perfil desejado, já no momento da assinatura do contrato.

A análise de crédito passa a proteger o cliente, na medida que o analista procura verificar se o compromisso assumido está de acordo com o fluxo financeiro do cliente na composição de rendas vs. despesas. Muito importante é a verificação também do quanto o compromisso assumido está comprometendo a sua renda, pois as prestações de um financiamento apesar de já terem o valor dos juros conhecido, ainda sofrerão a correção monetária. Se analisarmos que nem sempre o salário, no caso dos assalariados, acompanha os índices de correção monetária que procuram refletir a inflação do país, é muito importante o cliente não iniciar um financiamento com um comprometimento muito alto.

Outro estudo é sobre a relação renda vs. financiamento bancário, para quem comprou com essa opção de pagamento. Os agentes financeiros que concedem esses financiamentos de crédito imobiliário possuem regras para a concessão de crédito e o analista mais uma vez verifica se a renda atende a renda mínima exigida, quais rendas do cliente são reconhecidas pelo agente financeiro, qual o valor máximo de financiamento a renda permite, qual o prazo máximo concedido pelo banco, etc.

Já houve casos que a renda não se mostrou suficiente para que o compromisso fosse cumprido ao longo de todo o contrato e a solução foi à busca de um plano de pagamento mais elástico de forma que as prestações fossem suportadas pelo cliente e assim ele pode atingir seu objetivo plenamente que é a quitação do saldo devedor.

Infelizmente, já tivemos na análise casos onde, por exemplo, um casal realmente empolgado e maravilhado com o produto, a realização de um sonho, a concretização de um projeto de vida, assumiu o compromisso, mas que na análise de crédito verificou-se um altíssimo comprometimento da renda do casal. Em entrevista, onde procurávamos entender melhor se havia alguma reserva financeira não informada na Ficha Cadastral ou se havia algum parente próximo auxiliando financeiramente na aquisição, o casal disse que não, desistindo da aquisição e agradecendo, pois ao se deixarem levar pelo lado emocional, estavam se colocando em uma situação difícil e insustentável em curto prazo de tempo. Agradeceram de serem orientados e de passarem a ter a visão de analisarem sobre todos os ângulos que uma aquisição de um imóvel exige para que seja tranqüila e chegue até o final sem sobressaltos.

Como você já deve ter sentido, o analista de crédito age também como um consultor financeiro que orienta e verifica se o cliente está assumindo um compromisso financeiro, muitas vezes de longo prazo, de forma segura e tranqüila. Muitas vezes, em uma entrevista o cliente passa a entender melhor seu compromisso e em uma segunda conversa com o pessoal do setor de vendas, encontra uma condição de pagamento que seja mais tranqüila para o seu fluxo financeiro ou mesmo possíveis composições de renda que viabilizem um financiamento imobiliário junto aos agentes financeiros.

Se você ainda não se convenceu que a análise de crédito também protege o cliente, então passo mais um dado importante. Historicamente, nos prédios lançados pela construtora, após o início dos trabalhos de análise de crédito, o índice de inadimplência de condomínio é menor do que nos prédios onde o crédito não era analisado.

Esse dado interessa diretamente ao bolso do cliente, pois um prédio com elevada taxa de inadimplência passa a ter o valor do condomínio extremamente pesado para aqueles que pagam suas obrigações em dia e são adimplentes no condomínio.

Portanto, a análise de crédito é uma atividade que visa acima de tudo um negócio de baixo risco, tanto para a construtora como para o cliente, pois um bom negócio é aquele que é bom para as duas partes e ambos saiam satisfeitos do negócio realizado.

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  • Enviado por edson lopes lobato

    Em 28 de junho de 2011

    queria saber por quanto tempo leva meses, anos para que essas politicas de credito de ao cidadao o direito de ter credito novamente.dependendo das instituiçoes financeiras,bancos,lojas…etc.correspondendo aos criterios pagando em dias seus compromissos.

  • Enviado por Jorge A. Gama

    Em 30 de junho de 2011

    Prezado Edson, obrigado pelo seu comentário.
    O critério de cada instituição financeira ou empresa é que vai determinar. Ela pode querer mensurar tempo de serviço (estabilidade no emprego), tempo de moradia, etc.
    Cada uma define seu critério, não existe uma formula única.
    Em relação à resolução de antigas restrições, em tese, assim que sair do seu CPF a pendência, você passa a ter novamente o direito de crédito, porém uma empresa ou banco que conhece esse histórico passado pode alegar outros motivos para não conceder o crédito novamente. Procure a concorrência. Uma hora você consegue nova linha de crédito. Boa sorte!

  • Enviado por Maria Laura de Oliveira Fogaça

    Em 20 de julho de 2011

    desde 1985 atuo na área de crédito imobiliário.

    Conheço as normas do sfh, todos os procedimentos:entrevista com clientes, montagem de pasta de documentos para análise de crédito/jurídica para aprovação de crédito, inclusive assinatura de contrato de financiamento e registro.
    Experiência com os agentes financeiros: Bradesco, Santander, CEF e outros.

  • Enviado por claudio roberto

    Em 26 de julho de 2011

    Boa tarde!
    Sou servidor público federel.Gostaria de saber,quem puder me informar agradeço,se preciso passar por uma avaliação de crédito,visto que minha unidade pagadora tem convenio com o ministerio do planejamento,e se essa avaliação é cobrada a mim pelo banco

  • Enviado por Raul Eneas Vigas da Silva

    Em 23 de agosto de 2011

    Gostaria de saber e entender,por quer meu credito é negado.
    Informo que passei por uma crise financeira ha algun tempo, porém paguei e negocier todas as minhas dividas.A quetão é: tenho meu no sem restrições mais não consigo financiar um carro. gostaria de saber se existe um lista que possa empedir
    meu cadastro. Raul Eneas

  • Enviado por Jorge A. Gama

    Em 24 de agosto de 2011

    Caro Claudio, obrigado pelo seu comentário!
    Por ser um convênio específico, você deve procurar as partes envolvidas para dar maiores e melhores esclarecimentos. A distância não temos como dar informações a você.
    Imaginando que você está adquirindo um apartamento, o convênio trata entre seu vínculo empregatício e o banco. Se houver um período de pagamento para a construtora, provavelmente você será avaliado por ela sim, com a vantagem de já existir a definição de como vai pagar o restante do valor da aquisição facilitando a aprovação do crédito. Boa sorte!

  • Enviado por Jorge A. Gama

    Em 24 de agosto de 2011

    Caro Raul, obrigado pelo seu comentário!
    Como já comentei neste blog em posts anteriores, a política de crédito de cada empresa ou instituição financeira só é conhecida por ela. O ideal é que você se dirija a ela para dizer o motivo da recusa.
    Alguns pontos que chamam a atenção e podem estar causando o problema da negação de novos créditos é você ter feito o acordo, mas ainda não ter concluido todos os pagamentos da dívida uma vez que os vencimentos renegociados ainda são futuros. Eles podem estar pretendendo que você diminua seus compromissos em vez de assumir novos compromissos. Outra hipótese é você ter negociado, feito um acordo, mas que o credor tenha diminuido o valor a que tinha direito. Nestes casos apesar da baixa nos orgão de informações, pode estar sendo interpretado pelas instituições financeiras que você não pagou 100% do direito de crédito que eles possuiam e decidiram não arriscar com novas linhas de crédito a você. Conceder crédito ou não é uma prerrogativa do credor. O que é proibido por lei é sonegar estoque para quem vai comprar a vista. Boa sorte!

  • Enviado por Erika Schoenherr

    Em 25 de agosto de 2011

    Tenho a seguinte dúvida:
    Estamos tentando um financiamento na Caixa,temos todos os requisitos exigidos inclusive renda,meu marido porém teve um problema com a receita federal,tendo feito um acordo pela lei11.941/09 e MP 449/08 iniciando pagamento de parcelamento agora no mês de agosto.Gostaria de saber se isso pode inviabilizar a compra do imóvel,queremos usar fundo de garantia e o restante financiar.
    Obrigado desde já

  • Enviado por Denison Soares

    Em 25 de agosto de 2011

    Olá, Jorge! Boa Noite!!

    Trabalho em uma empresa há 7 anos. Tive algumas mudanças na forma de trabalho:
    - Durante 2 anos como estagiário;
    - 3,5 anos na modalidade CLT;
    - e há 2 anos trabalho como prestador de serviços, emitindo notas fiscais mensalmente(Pessoa Jurídica).

    Por trabalhar na modalidade de pessoa jurídica
    (reconhecido como autônomo nas análises de crédito), posso sofrer descrédito no financiamento de um imóvel pela caixa?

    Obrigado,
    Denison Soares

  • Enviado por Denison Soares

    Em 25 de agosto de 2011

    Olá, Jorge! Boa Noite!!

    Trabalho em uma empresa há 7 anos. Tive algumas mudanças nas formas de trabalho:
    - Durante 2 anos trabalhei como estagiário;
    - Durante 3,5 anos como CLT;
    - e há 2 anos trabalho como prestador de serviços, emitindo mensalmente, notas fiscais.

    Por trabalhar na modalidade de pessoa jurídica, reconhecido como autônomo nas análises de crédito (rs), posso sofrer descrédito no financiamento de um imóvel pela caixa?

    Obrigado,
    Denison Soares

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