Pesquisas trazem dados de inadimplência
10 de outubro de 2007
Carlos Alberto Julio Junior
Pesquisa realizada pela administradora de condomÃnios Lello mostra que , no primeiro semestre de 2007 o Ãndice de inadimplência dos condomÃnios diminuiu, se comparado com o segundo semestre de 2006. Em agosto do ano passado o Ãndice de condôminos que deixaram o boleto em aberto por mais de 30 dias foi de 7,8%, número que diminuiu até atingir a marca de 5,8% no mês de dezembro.
A partir de então, esta porcentagem se manteve estável até o mês de julho deste ano – a exceção foi em maio, quando o Ãndice de inadimplência foi o maior de 2007, com 7,3%. Em compensação, os meses de março, abril e julho apresentaram o menor Ãndice de inadimplência de 2007, todos com 5,6%.
A pesquisa realizada em cerca de 1.100 condomÃnios gerenciados pela empresa na capital (Mooca, Vila Mariana, Jardins, Moema, Morumbi, Tatuapé e Perdizes), ABC e litoral paulista. Segundo Carlos Henrique, gerente de cobrança da Lello condomÃnios, para os condomÃnios onde há atrasos, a Lello oferece a adoção de um sistema exclusivo de ‘cobrança amigável’, que auxilia os devedores na hora quitarem suas dÃvidas. “São encaminhadas, automaticamente, aos condôminos impontuais, cartas boleto, estendendo o prazo de pagamento até o 35° e, posteriormente, até o 50° dia após o vencimento da quota ordinária do condomÃnio em qualquer agência bancária, com valores atualizados”, explica.
Além dos números de inadimplência em condomÃnios, têm caÃdo também a taxa de o não-pagamento de parcelas do financiamento da casa própria. Dados da Caixa Econômica Federal apontam que o não-pagamento de prestações por perÃodo superior a 60 dias, que era de 9,54% em 2004, chegou a 5,96% em julho de 2007.
O presidente da Associação Nacional dos Mutuários, Marcelo Luz, ouvido pelo jornal Folha de S.Paulo, diz que o principal motivo para isso é a agilidade que a retomada de imóveis ganhou nos últimos anos. Segundo levantamento da entidade, a CEF retoma mais de 150 imóveis por mês, apenas em São Paulo, “um aumento de 20% em relação a 2006″, calcula ele.
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