Blog Tecnisa - Mais construtora por m²

06 dez | 06

Proibição de propaganda nas ruas: Prós, mas também Contras

Por Denilson Novelli

A partir de 1º de janeiro de 2007 está prevista a proibição do uso de mídia exterior (Outdoor, placas, cartazes, bandeiras, distribuição de folhetos) na cidade de São Paulo.

O processo de despoluição visual da cidade começou ainda na gestão de José Serra na prefeitura, quando foi proibido o uso de cavaletes no mercado imobiliário. Aquelas placas que ficavam amarradas nos postes e o setor imobiliário utilizavam para indicar com setas a localização do imóvel, permitidas aos finais de semana até então.

Como a localização de um imóvel é um fator crucial para a decisão de compra, o mercado imobiliário faz um intenso uso de propaganda nas ruas. Inclusive, os extintos cavaletes eram o principal recurso utilizado pelo mercado imobiliário para levar interessados aos stands de vendas, ação complementada com distribuição de folhetos nas esquinas e semáforos, ?homens setas? (pessoas que seguram placa e sinalizam a direção do imóvel ? substituto permitido dos cavaletes), meninas com bandeiras, outdoors e placas no local.

Sem a presença do cavalete, construtoras e imobiliárias destinaram esta verba tanto para o tradicional jornal como muitas delas ingressaram na internet, recurso até então utilizado por poucas empresas, normalmente, as maiores do mercado. Esta é uma mídia mais sofisticada e com possibilidade de segmentação, todavia, exige estrutura interna para gerenciar a presença na web com informações pertinentes no site e equipe preparada para o atendimento vindo desta mídia e, com isso, prestar um serviço adequado para obter retorno em vendas.

Agora, esta nova medida deve fortalecer ainda mais o processo de digitalização e exigir do mercado imobiliário, mais inteligência para atingir seu público, sem poluição visual e papel pelas ruas, sem atrapalhar a locomoção dos transeuntes pelas calçadas, assim como o fluxo do trânsito nos semáforos.

Contudo, por falta de estrutura e conhecimento por parte do mercado imobiliário, a internet não deverá solucionar o problema de atingir quem está em busca de imóvel, sendo que uma pessoa nesta situação, não recusa nenhum folheto nos semáforos.

Porém, apesar de prejudicar a localização de um imóvel à venda ou até impactar nas vendas do setor, o principal impacto negativo do projeto de proibição de propaganda nas ruas está no desemprego. Só na cidade de São Paulo são 6 mil empregos diretos e 20 mil indiretos atingidos nesta cadeia, que envolve os promotores nas ruas, as agências de promoção e gráficas, por exemplo.

If you enjoyed this post, please consider leaving a comment or subscribing to the RSS feed to have future articles delivered to your feed reader.
Compartilhe
com seus amigos
Outras opções
de compartilhamento
Denilson Novelli

Denilson Novelli

Gerente de E-business, responsável pela estratégia de e-commerce da Tecnisa. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e com MBA em Marketing pela ESPM.

Fique ligado em tudo o que acontece nesse post. Clique aqui

Fechar
  • Enviado por Alessandro Barbosa Lima

    Em 7 de dezembro de 2006

    E o pior, dificilmente a massa de desempregados gerada poderá ser aproveitada em outras áreas do mix de comunicação, pois não há formação suficiente. Como um entregador de folhetos vai migrar para uma agência web ou uma área afim onde é exigida maior qualificação? Enfim, um problema a ser resolvido por todos.

  • Enviado por MARCELO FREIRE

    Em 9 de dezembro de 2006

    A sociedade aceitou um projeto, vendido com marketing, ou seja “Cidade Limpa”, e só agora percebeu que o pacote da Lei nº 14.223/2006, inclui não só os painéis irregulares, e os regulares, também.
    Mas foram incluídas as fachadas, então, por exemplo, o Mac Donald’s, o BRADESCO, o ITAÿ, as Casas Bahia, o Ponto Frio, os Postos de Gasolina, as lojas de vestuário, de veículos etc, enfim, toda a forma de comunicação visual, só poderá ser de 4,00 m2, até 10,00 m2, dependendo da testada.
    E isso tudo para que a Prefeitura possa ter êxito na licitação que irá publicar, para que uma única empresa ou um consórcio, possa explorar a publicidade do mobiliário urbano, gerando renda para a municipalidade e um monopólio sobre uma atividade econômica, o que é proibido pela Constituição Federal.
    Espero que as empresas tomem ciência de que a partir de 1º de janeiro de 2007, serão invariavelmente multadas, a partir de R$10.000,00 (até 4,00 m2, e o que exceder, será acrescido de R$1.000,00 por m2), e busquem na justiça, seu direito a se comunicar com o seu público alvo.

  • Enviado por Mauro Cardoso

    Em 10 de dezembro de 2006

    Esta medida pode gerar desemprego, mas a sociedade não pode continuar convivendo com tamanha poluição visual e degradação em São Paulo. Se for levar por este lado, será uma polêmica como acabar com a indústria tabagista… Sobre o monopólio, será que é possível conseguir combustível sem ser Petrobrás, ou gás sem ser Comgás (SP)…

  • Enviado por Luiz Fernando Jucha

    Em 18 de dezembro de 2006

    Cidade Limpa?
    O Ok, começamos então acabando com a fiação, depois arrumamos as calçadas e acessos a deficientes, manteremos as ruas e calçadas limpas, então cuidamos e urbanizamos nossas praças. Feita essa parte, que diz respeito a prefeitura, ai sim ela pode começar a multar quem tiver uma fachada feia, fora de padrões.

    A cidade não é mais feia por causa de placas de outdoors. Me incomoda muito mais ver um par de tenis suspensos num fio, ou uma rabiola de pipa enroscada no mesmo do que uma placa de pubicidade.

  • Enviado por O primeiro blog corporativo do Mercado Imobiliário » Arquivo » Responsabilidade social da Vizinhança

    Em 14 de dezembro de 2008

    [...] amplificada na cidade de São Paulo com a medida de extinção de propaganda exterior (veja posting Proibição de propaganda nas ruas: Prós, mas também Contras) ? deve partir de uma consciência e ação de cada cidadão e ser praticada pelas empresas (como [...]

  1. *

    Click to hear an audio file of the anti-spam word

Receba as atualizações desse post.
Escolha uma das opções abaixo:

celular

Cadastre seu número de celular e receba grátis um alerta a cada novo comentário inserido neste post

Para descadastrar seu celular clique aqui

e-mail

Cadastre seu e-mail e receba um alerta a cada novo comentário inserido neste post

Para descadastrar seu e-mail clique aqui

RSS

Assine o RSS e receba grátis um alerta a cada novo comentário feito nesse post.

assine

fechar