O mercado de luxo ? parte 2
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O diretor do portal Taste, Gabriel Pupo Nogueira, fala nesta segunda parte deste bate papo sobre a relação do mercado de luxo com a internet nos dias atuais, que ainda não é tão expressivo devido ao valor da experiência de compra que este mercado exige e que a internet não pode proporcionar.
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Carlos Alberto Julio Junior
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Enviado por Luz Vaalor
Em 11 de dezembro de 2006
104 ? ALSHOP NOTÍCIAS NOVEMBRO ? 2006
P O R L ÿ C I A TAVA R E S
fi que por dentro – CJE
ALSHOP
um líder de tendências de comportamento e consumo,
?primeiro os ricos fazem, depois todos copiam?,
afi rmou Luz.
O preço defi ne o luxo contemporâneo? Luz respondeu
que não, porque ?evoluímos da mera ostentação ? a
do ter ? para uma forma de luxo aplicada a valores
? a do ser. Quando o consumidor passar a ser o coautor
da marca de sua preferência (incorporando-lhe
valores socialmente aceitáveis) e exigir que o produto
seja politicamente correto, a exorbitância no preço
traduz-se em aspectos desfavoráveis à sua imagem.
De acordo com Luz, recente pesquisa realizada nos
Estados Unidos mostrou que 90% dos
consumidores pensam que o luxo não é
comprar coisas caras ou a marca mais
exclusiva, mas sim ter coisas que traduzam
um comportamento inteligente de consumo,
coerente, por exemplo, com atitudes
de bem estar e consciência social. Um
exemplo dessa tendência de comportamento
no mercado brasileiro, segundo a
consultora, foi a H.Stern ter redesenhado o
mercado mundial de joalheria ao abandonar
a clássica idéia de ?ter uma jóia é ter um
diamante?, para criar peças com pedras brasileiras de
menor custo. Essas jóias estão hoje num dos endereços
mais nobres do planeta, a La Croisette, famosa vitrine
de Cannes, ponto de encontro de pessoas famosas
e milionárias; além de outras 160 lojas espalhadas
pelo mundo.
Lembrado o caso das sandálias Havaianas, de tão
baixo custo no Brasil, mas um verdadeiro trading up
de marca nos mercados norte-americano e europeu,
com preços chegando à casa dos US$ 150 o par
estilizado, Luz concluiu que ?vivemos num país onde
as pessoas têm muita difi culdade em conseguir se
posicionar e ascender socialmente, então precisamos
ajudá-las ter um comportamento de luxo inteligente
e sem ostentação, mas com bem estar, elegância e
comportamento humanitário?, concluiu.
Associar bom gosto a valores como ética e cultura são
as premissas básicas nas ações do mercado do luxo
contemporâneo. Isso é o que afi rma a consultora de
varejo especializada em pesquisas de tendências do
mercado premium, Luz Vaalor, palestrante na reunião
do Conselho de Jovens Empresários (CJE) da Alshop,
no dia 3 de outubro.
O luxo das cortes européias entre os séculos XVII e XVIII
era baseado em ?ter? o melhor e o mais exclusivo entre
obras de arte, jóias, móveis, tecidos, propriedades e
demais valores que estavam ao alcance unicamente
de membros de uma classe conservadora,
situada no topo da pirâmide social. Seu
conceito estava inserido nos atributos,
qualidades e característica daquilo sobre
o que se tinha posse.
Já o luxo contemporâneo, segundo a
consultora, deixa de ter como objeto o
produto em si e desloca-se para o subjetivo
universo do consumidor, repleto
de sentimentos, necessidades e valores
que envolvem especialmente o aprimoramento
sociológico do indivíduo. Hoje envolvido em
questões como responsabilidade social e ecológica,
o consumidor tem parâmetros para avaliar produtos
ou serviços que, além de ?lhe tocarem o coração?
respondam à sua preocupação com valores essenciais
à própria ?moral da marca?, envolvendo pontos como
a integridade da origem e da confecção dos produtos.
E mais: não há mais o aspecto de exclusividade da
posse do produto. Há, sim, o aspecto da mobilidade
social da aquisição entre as classes, porque a evolução
natural do mercado contemporâneo ? massifi cação do
consumo ? apregoa que ?o luxo de hoje torna-se a
necessidade do amanhã?. Sendo o mercado do luxo
Mercado do luxo consciente
De acordo com a convidada do mês do CJE, a consultora Luz Vaalor, ?evoluímos da mera
ostentação ? a do ter ? para uma forma de luxo aplicada a valores ? a do ser?.
Nos EUA, 90% dos consumidores pensam que o luxo não é
comprar coisas caras ou a marca mais exclusiva, mas ter coisas
que traduzam um comportamento inteligente de consumo. ? ?
Luz Vaalor, especialista em
mercado ?premium?.